Gibi Khalil: A Revolta dos Malês

Professor “famoso”? Aqui temos.

Chegou aqui no colégio 24 de Março o Gibi do Khalil sobre a Revolta dos Malês.

O nosso professor Luiz Henrique, de história, ajudou a FAMBRAS (Federação das Associações Muçulmanas do Brasil) a contar essa história que é tão importante aqui no Brasil.

Voltado para crianças e pré-adolescentes, o gibi Khalil passa uma importante mensagem de combate à islamofobia, mostrando que o mundo é um lugar muito melhor e mais divertido sem preconceitos. Com a linguagem simples e divertida da história em quadrinhos, milhares de jovens podem absorver a mensagem de paz e respeito. As aventuras do Khalil e sua turma chegam às escolas e comunidades carentes com o intuito de incentivar a leitura e investir na educação das crianças brasileiras.

Em sua Edição 5, Khalil e sua turma precisam apresentar um trabalho para a aula de história. O tema escolhido é a Revolta dos Malês, uma importante parte da história do Brasil. Com muitas pesquisas e dedicação, a turma aprende mais sobre os malês, que eram os escravos muçulmanos trazidos dos reinos africanos.

A Revolta dos Malês

Revolta dos Malês foi uma revolta de escravos que aconteceu na cidade de Salvador, na Bahia, em 1835. Essa foi a maior revolta de escravos da história do Brasil e mobilizou cerca de 600 escravos que marcharam nas ruas de Salvador convocando outros escravos a se rebelarem contra a escravidão. A Revolta dos Malês  ficou marcada pela grande adesão de africanos muçulmanos.

A Revolta do Malês aconteceu em Salvador, em 25 de janeiro de 1835. Na época, a capital da Bahia possuía cerca de 65 mil habitantes e desse número cerca de 40% era de escravos. Se fosse aglomerada toda a população de negros em Salvador, o número chegava a 78% da população da cidade. Assim, somente 22% da população de Salvador era de brancos|2|.

Os envolvidos nessa revolta foram, em sua maioria, escravos nagôs (também conhecidos como iorubás) e haussás – embora os segundos estivessem em menor número. Os participantes da revolta eram, em geral, muçulmanos, embora tenham existido aqueles que fossem adeptos de religiões de matriz africana.

O grande número de muçulmanos participando dessa revolta influenciou na forma como ela foi chamada. A palavra “malês” utilizada para nomear o acontecimento é derivado de imalê, que no idioma iorubá significa “muçulmano”. Ao todo, cerca de 600 africanos participaram da Revolta do Malês.

Os envolvidos com a Revolta do Malês optaram por fazer sua revolta no final do Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos. Os africanos escolheram exatamente o dia da festa conhecida como Lailat al-Qadr, traduzida como Noite da Glória, que relembrava o dia em que o Corão foi revelado a Muhammad (Maomé).

Essa revolta foi formada exclusivamente por escravos nascidos na África, e os historiadores possuem algumas evidências que apontam que os africanos envolvidos na revolta, caso fossem vitoriosos, voltariam-se contra todos aqueles que tivessem nascidos no Brasil, sejam eles escravos ou livres.

Os escravos que participaram da Revolta do Malês eram majoritariamente escravos urbanos e trabalhavam em diversos ofícios como sapateiros, ferreiros, carregadores de cadeira etc. Os escravos da lavoura era a minoria dos envolvidos e os poucos que participaram da revolta vieram da região do Recôncavo Baiano.

O Professor Luiz escreveu o editorial do Gibi e deu um autógrafo para todos os alunos dos 5º anos.

Para ler o gibi do Khalil é só acessar:

https://www.fambras.org.br/gibis-gratis

 

 

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